sexta-feira, 10 de maio de 2013

Experiência como editor

Sempre fui muito ruim com a questão eletrônica da vida. Na aula, no dia-a-dia, nunca soube muito mexer nesse universo cada vez mais presente no nosso cotidiano. Então quando surgiu a opção de exercer a função de editor, acima de tudo foi um desafio, e no primeiro momento achei que não fosse conseguir cumprir bem essa tarefa.

Mas na prática se tornou um pouco diferente (não que eu tenha feito alguma coisa muito bem), mas consegui passar a ter um “pequeno” domínio dos programas para a edição. E, além disso, pude ver o quanto é importante o olhar dos repórteres para auxiliar nesse processo. Quem presenciou os momentos, sempre terá algo a mais e saberá escolher as imagens certas. Então, o que mais notei fazendo isso, é que a visão daqueles que passaram pelas ações é muito importante, e mais do que nunca “duas cabeças pensam mais que uma”. 


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Jornalista pode chorar?

Pode sim. E eu chorei. Não no momento, nada que comprometesse a reportagem. Mas, meu coração ficou em pedaços. Na nossa terceira reunião de pauta, terceira edição de Mímesis, queria, novamente, fazer algo sobre o que gosto. Afinal, é na faculdade que essas oportunidades aparecem. Pensei no amor que vejo quando chego em casa, todo final de semana. Lembrei na relação de irmão que tenho com meu cachorro. Recordei sobre o quanto ele faz bem à minha mãe. Sim, uma matéria sobre o amor dos animais para a cura de doenças seria um prazer de produzir. E, realmente, foi. Mais do que isso, foi uma das experiências mais legais da faculdade. Escutar histórias de apaixonadas por animais, me fez acreditar em um mundo melhor. O choro da entrevistada me fez tremer, pensando no sentimento que eu mesma tenho por cães. Mas, mesmo com a emoção, sabia qual seria a próxima pergunta. Por isso digo: jornalista pode se emocionar, mas precisa fazer bem feito. 


sábado, 27 de abril de 2013

Minha irmã: uma arteira

Envolver colegas em um trabalho de grupo não é muito fácil. Mesmo que exista a meta comum, ao menos inicialmente, de obter um bom resultado, em termos de aprendizagem, e de conquistar uma nota média, é normal que alguns “se esqueçam” dos objetivos e dos compromissos estabelecidos.

Apesar de manifestarem o seu interesse pela formação profissional e concordarem com certos princípios ao se matricularem no curso e na disciplina, nem todos “lembram” de demonstrar uma atitude coerente com essa escolha. Mas se entre os interessados essa dificuldade é real, o que esperar de quem não está cursando Produção em Telejornalismo I?

Ela estuda Design e trabalha como vendedora. Naquele sábado, tinha trabalhado de manhã e estava “filando” um almoço com o pai e a mãe. Acabou dispensando o cochilo habitual e topou o convite para acompanhar as gravações principais do quadro O Arteiro. Nem o peso e os muitos botões da câmera serviram de desculpa para “deixar pra outro dia”.

A Lu foi fundamental. Sugeriu as melhores tomadas e deu algumas orientações para a edição, fez perguntas difíceis sobre a regulagem da entrada de luz, repreendeu meu descuido com a frequente aparição nas gravações das cenas. Acabamos perdendo o horário de almoço e o cansaço e a fome a fizeram suspirar um pouco. Dias depois, ela perguntou se o grupo tinha gostado das gravações, se a professora já havia avaliado e se a edição ficara pronta. Prestativa e atenciosa que só ela!
 
Diana de Azeredo

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Persistência é tudo

Fazer o quadro Fora de Casa na segunda edição do Mímesis parecia fácil. Mas como nem tudo é o que parece, as coisas não foram tão simples assim. Escolher a angulação foi o primeiro passo da tarefa que eu e minha colega Viviane assumimos. Depois veio a procura por cases que se encaixassem com aquilo que havíamos pensado. Conversamos com rapaz e fechamos uma data para a entrevista. Rapidinho encontramos outra menina e idem, conseguimos marcar a gravação. Tudo bom demais para ser verdade, não? Pois é, ambos desistiram. Encaramos isso como normal e seguimos a procurar por outros cases. Conseguimos um casal que morava sozinho e até pensamos em mudar o foco da matéria. Por ele, beleza. Mas, sabe como são as mulheres... e a parte feminina do casal preferiu não gravar no apartamento deles. Então, melou de novo. Como se não bastasse, encontramos outra guria, que não compareceu no horário marcado. Quase desistindo, localizamos dois amigos que “caíram do céu”. E assim foi, fomos à casa dos queridos Luiz Eduardo Paranhos e Luís Gabriel de Moura e a nossa matéria começava a tomar forma. Por fim, tudo deu certo e tivemos, com essa edição um grande exercício de persistência e jornalismo.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Magia jornalística

Sempre fui uma apaixonada pelo jornalismo. Na infância, largava os brinquedos para colar uma folha na parede e ler, como se estivesse apresentando um telejornal. Junto com isso, dividia meu tempo com minha bonecas, com os contos de fadas e com todas as histórias da Barbie e das princesas da Disney. E agora, estou aqui, cursando Jornalismo e podendo realizar matérias sobre a magia dos contos de fadas. Quando essa pauta foi sugerida, já coloquei ela embaixo dos braços e levei para casa. Cuidei com carinho e me apaixonei. Difícil isso, afinal, depois de apaixonada é complicado desapegar. Cortar a matéria? Como assim? De jeito nenhum! Mas, foi preciso. O bom de produzir matérias para si mesmo, sendo a gente o próprio público, é ter a oportunidade de trabalhar com assuntos que mexem com nosso coração. Porém, o ruim é conseguir reduzir para o necessário, abrir mão das falas dos entrevistados. Cortar uma matéria sobre algo que se ama, dói. Mas, se para ser jornalista eficiente isso é necessário, então que doa, mas aconteça. Pois, maior que o amor pela magia dos contos de fadas, é meu amor pelo jornalismo. 




segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sobre os desafios da estreia

Iniciar um trabalho é desafiador. Cursar a disciplina de Produção em Telejornalismo é desafiador. Começar o semestre na segunda aula, já com a tarefa de escolher um formato e um nome para o programa da turma, não tornou o desafio mais ameno. O que dizer, então, diante da ideia de assumir como editora da primeira edição?

Na aula seguinte, quando não havíamos decidido as pautas, e a professora me encarou, com seriedade, perguntando “Então vocês não têm nada definido? É isso?”, entendi o recado. A coisa era séria e eu precisava tornar isso claro para o pessoal. Se a editora quisesse alcançar popularidade, teria que ser em outra disciplina. Nesse cargo, a chance de se envolver em encrencas seria grande.

Mas, como a ideia de “bancar a chata” não me agradava, decidi arriscar a opção do serviço: coloquei-me à disposição para ajudar os colegas. De que maneira? Sugerindo pautas e entrevistados, lembrando prazos, elaborando o texto de apresentação, buscando soluções para problemas como falta de contato com a fonte...

O resultado ficou abaixo das expectativas iniciais, é verdade. Porém, considerando as dificuldades típicas de uma estreia, é possível afirmar que “funcionou”. A galera demonstrou respeito e disposição para trabalhar e esse clima de união marcou a primeira edição do Mímesis. Sendo assim, que venham as próximas vezes!

Diana de Azeredo